quinta-feira, 16 de abril de 2009


A Calçada de todas as manhãs


Mais uma manhã de segunda feira em São Paulo. O dia, como todas as manhãs, já começou agitado. Na calçada havia uma mulher sentada, com os pés descalços, cabelos despenteados e um olhar de tristeza e medo, o seu bebê, com roupinha muito velha e meias encardidas e rasgadas.
A cada pessoa que passava por eles, a mãe estendia a mão pedindo ajuda. Alguns ajudavam, outros passavam direto. Mas as mãe não desistia e continuava a pedir, visto que existia alguém muito pequenino que dependia da sua insistência.


A miséria tomou conta daquela mulher e ela não tinha outra escolha a não ser estar ali, entre lixos e farrapos. Sua opção era única. Humilhada como um cachorro, jogada no lixo, o único bem que tinha era seu filho nos braços.
Essa é a realidade em que vive o ser humano sem nome, mas aí fica a pergunta no ar: será que seu pequeno bebê terá o mesmo destino?


(Alberto, Bianca, Edissandra, Lorena, Natália, Maristela, Patrícia e Raquel. Letras A 2009)

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