terça-feira, 5 de maio de 2009

Prazer, sou Homem!
Nasci sendo João.
Cresci achando que um dia me tornaria O João.
Hoje sou Homem.
Apenas Homem.
Nem nome, nem liberdade.
Busco por uma dignidade.
A única coisa que tenho é um vazio
Vazio no estômago e na alma.

A mim foi deixado o resto.
O resto do seu prato.
O resto do seu sapato.
Deixaram o resto do governo.
O resto do dinheiro.

Queria ao menos metade.
Metade do que come seu cão.
Metade de um colchão.
Metade de um lar.
Queria mesmo ser livre e voar.
Ir para algum lugar
Onde eu fosse ao menos GENTE.

(Larissa Fernandes Catão, Letras B 2009)
Desenvolvimento e igualdade

Os seres humanos, por diversos fatores, são considerados mais evoluídos, ou melhor, mais complexos que animais irracionais. Tal fato os condiciona a buscar condições de sobrevivência diversificadas. Porém, ainda há situações em que as necessidades humanas são irrelevantes. Motivo? Capitalismo exacerbado.
Toneladas de alimentos considerados impróprios pra consumo são desperdiçadas em todo comércio alimentício. Este resto é usado muitas vezes na alimentação de animais. Entretanto, um fato ignorado por grande parte da população é que este mesmo produto serve de comida para milhares de famílias.
O surgimento do sistema capitalista trouxe inúmeros progressos. No entanto foi por meio dele que se deu o fortalecimento de mazelas como a desigualdade social. Produção e consumo dispararam gerando lucro para parte da sociedade. O grande problema consiste na divisão dessa renda. Desse modo, muitos são aqueles que vivem em condições subhumanas, indivíduos esquecidos e marginalizados.
O homem tem como base a sua dignidade. Mas muitos são forçados a aceitar atos desumanos. Perderam sua dignidade e viraram apenas mais um em meio a milhares que lutam pelo pão de cada dia. Enquanto aguardam a tão falada igualdade, submetem-se a horrores maquiados pela sociedade moderna.

(Larissa Fernandes Catão, Letras B 2009)
Lindo Céu, linda manhã,
Vivo uma vida de mel,
O sol brilha e me faz perceber,
Como pode alguém nesse mundo
Não saber que o melhor da vida é viver?

Acordar, espreguiçar, levantar,
Vestir uma roupa bonita,
E ficar nua de todo mal,
Mergulhar de cabeça no bom humor
E ao estresse dizer: tchau

Após desejar para mim mesma tudo de positivo,
Vou os dentes escovar, cabelos pentear,
Batom também vou passar,
Mas o melhor de tudo é
Mergulhar, mergulhar de cabeça num café da manhã perfeito
Que por mim está a esperar

Depois de tudo, novamente os dentes escovar,
Me preparo para novamente mergulhar,
Mergulhar na pista da alegria com a minha bike,
Lá os amigos vou encontrar,
E então poderemos conversar,

Na pista da alegria onde estou a pedalar,
Encontro uma triste moça,
Formando um rio de lágrimas à sua frente,
Por que seus olhos estão a chorar?
Sentada num banco, descalço se levanta e......
Meu Deus, começa a mergulhar,
Mergulhar numa lata de Lixo que está a lhe esperar.

Com veracidade, come o que ali encontrou,
Com certeza se alimenta do resto que alguém deixou,
E o terror de muitas bactérias que ali já se apossou,
Vendo essa lamentável situação
Pude então observar,
que enquanto vivo num mundo de prazer,
Outros vivem, ou melhor, sobrevivem,
Sem saber o que fazer, sem saber como lutar.


Como pode, meu Deus?
Uns com a mesa farta,
Escolhendo o que comer,
Outros, sem opção, mergulhando,
Possuindo o resto do resto para sobreviver.

Como pode essas pessoas algum momento sorrir,
Vivendo constantemente na noite,
Vivendo sempre no escuro, sem saber onde pisar,
E o que está por vir.

Lazer, arte, cinema, roupa bonita e computador,
Essas coisas para os miseráveis são como as estrelas do céu,
Que podemos mergulhar no seu encanto e contemplar,
Sem ao menos poder experimentar

Vivo uma vida de mel,
Tendo tudo de que preciso e quero,
Ainda não conheci o fel,
O fel de vida que muitos tem e
Que pra mim, jamais quero.

Vivo sempre um dia claro,
Sabendo onde pisar,
Agora me deparando com esta cena,
Pude então me envergonhar,
Sabendo que tenho tudo, e outros,
Que não tem o que comer,
E nem um sonho pra mergulhar.

Ajuda-me ó Deus,
A esta vida e a outras muitas,
Poder eu ajudar,
Diga-me o que fazer,
Pra eu começar a mergulhar.



(Noêmia Salão. Letras A 2009)

















quinta-feira, 16 de abril de 2009

Vida sofrida


Ó vida, vida sem vida,
Abundante tem sido meu sofrer,
Ns ruas a pedir ajuda,
Eis aí minha guarida,
Eis aí o meu viver.


Com minha prole nos braços,
Estou sempre a mendigar
Sem ter para onde ir,
Sem ter do que se alimentar.


A miséria tem sido minha sina,
A desgraça faz parte do meu viver,
A cada instante que passa,
Quero com meu filho nos braços morrer.


Debaixo dos viadutos,
Este é o meu lar,
Com gemidos de muito choro,
Todos as noites no frio estou meu filho a acalentar.


O desespero toma meu ser,
Quando minha criança começa a perguntar,
O que vamos vestir hoje mamãe?
E do que vamos nos alimentar?


Eu respondo com amor, sem medo de errar,
Acreditar um pouco na vida,
Acreditar que tudo vai mudar,
Um pouco de esperança nessa lida,
Devemos com fé esperar.



(Ágata, Gleicy, Karoliny, Noemia, Paula. Letras A 2009)

Sugestão de site enviada pela Raquel, da turma Letras A 2009!

Já conferi! Tem muita coisa boa!

http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/charges/index.phtml?foffset=&offset=&ch=Benett

Valeu, Raquel!

A Calçada de todas as manhãs


Mais uma manhã de segunda feira em São Paulo. O dia, como todas as manhãs, já começou agitado. Na calçada havia uma mulher sentada, com os pés descalços, cabelos despenteados e um olhar de tristeza e medo, o seu bebê, com roupinha muito velha e meias encardidas e rasgadas.
A cada pessoa que passava por eles, a mãe estendia a mão pedindo ajuda. Alguns ajudavam, outros passavam direto. Mas as mãe não desistia e continuava a pedir, visto que existia alguém muito pequenino que dependia da sua insistência.


A miséria tomou conta daquela mulher e ela não tinha outra escolha a não ser estar ali, entre lixos e farrapos. Sua opção era única. Humilhada como um cachorro, jogada no lixo, o único bem que tinha era seu filho nos braços.
Essa é a realidade em que vive o ser humano sem nome, mas aí fica a pergunta no ar: será que seu pequeno bebê terá o mesmo destino?


(Alberto, Bianca, Edissandra, Lorena, Natália, Maristela, Patrícia e Raquel. Letras A 2009)
O Dia Bom!


Levanto cedo todos os dias,
Vejo aves no céu,
Vou ao encontro dos amigos que diariamente convivo.
Bom Dia!

Bom Dia!
Vejo aves no céu,
Vejo lápis, vejo papel,
Riscos? Nenhum

Concentração total naquilo que fazemos,
Café de manhã, metade de um pão,
Dieta para todos,
Trabalho não escolhe idade,

Descanso nenhum
Comida quente? Não, fria mesmo,
A hora não espera,
Papéis, lápis, canetas, sacolas, sapatos, sandálias,

O tempo não espera!
Comida, chocolate, pão, tomate, repolho, cenoura,
A hora não espera!
Sofrimento, lágrimas, dor, mãos, pés,

Comida, pão,
Felicidade, risos, crianças,
O tempo passa.
TIC TAC, TIC TAC, TIC TAC,

Cama, dormir e sonhos,
Sonhos?
Sim!

Sonho de um dia, ter como sair dessa vida.
Qual vida?
Pai de família, catador de lixo,
Um sonhador.



(Andressa Ruthellen, Letras B 2009)


A necessidade de sermos conscientes

O núcleo do sistema capitalista é seguramente a manipulação de técnicas arrojadas de exploração. Os interesses comerciais, políticos e sociais degradam o ser humano, ao ponto de automatizá-lo.
A boa formação constrói indivíduos os constituindo de valores. A educação fundamental e média, em nosso país deveria ser formadora de opinião e crítica. As crianças menos favorecidas não vivenciam a instrução, como forma de lazer e progresso.
É óbvio que a ética esclarece nossas relações, apenas não as normatiza de forma concreta, temos códigos sociais e jurídicos que não estabelecem nosso caráter, por isso geramos uma sociedade extremamente individualista.
Atualmente a valorização da competitividade nos fez alheios, aos interesses comuns. É cada vez mais preocupante que um ser humano desigual faça parte de nossa comunidade. A exclusão social marginaliza os mais desestruturados e carentes, humilhando-os. A revolta de indivíduos infantis e ignorantes revela a corrupção moral e a violência.
O egoísmo do sistema capitalista é gerador de vaidade e desprezo pelo outro.
A diferença entre a marginalização e a miséria é tênue. Se por um lado temos a massa trabalhadora, temos a total insolvência do ser no sistema capitalista ao ponto de seres humanos se habituarem a existir através do lixo orgânico diretamente.
O ser humano é deficiente por não conhecer as normas básicas de boa saúde física e mental, há uma possibilidade de adequação ao ser humano se há compreensão de seu valor e potencialidade. O que nos difere de animais não é justamente o pensamento, a reação e a emoção.
A liberdade será, assim, uma conquista tangível e estaremos coibindo abusos, subserviência e maus tratos.


(MARIA EDUARDA ANTUNES, Letras B 2009)
EXPECTATIVA ZERO

- 1 mãe
- 1 menino
- 5Kg de fome
- 2 xíc. de desilusão
- 1/2Kg de comodismo
- 4Kg de humilhação
- 1 pitada de hipocrisia
- 1 esquina movimentada
- 1 caixa de papelão

MODO DE PREPARO:


Em uma tigela, coloque a mãe, a fome, a desilusão, o comodismo, a humilhação. Bata bem, até formar uma mistura homogênea. Deixe descansar por alguns anos.
Unte a esquina com papelão, se quiser pode acrescentar um pouco de lixo e um cheiro desagradável.
Despeje a mãe na esquina com o menino, junte a fome com a hipocrisia, e está pronto.
RESULTADO:
Criança que já nasce sem expectativa de vida e uma mendiga, que, com a ajuda da hipocrisia social, vai juntar muitas moedinhas de R$ 0,10 centavos e no final do dia comprar um enroladinho de salsicha.



(Vanderlina, Luciana, Thaís, Vanda, Rose, Janilson e Antônio Edvânio. Letras A 2009)

domingo, 12 de abril de 2009

O COTIDIANO

Liberdade ! Abaixo a autoridade.
Direitos iguais para nossos ideais. Ter atos democráticos.
Solidariedade para acabar com a desigualdade.

Pra que tanta indiferença ?
De onde vem tanta hipocrisia?
Onde está a consciência humana?
O lixo do mundo?

Observando o mundo ao nosso redor , as pessoas passando fome a má distribuição de renda, cada vez pior.
Há falta de investimentos no nosso país, falta de infra - estrutura, educação?

Se todo mundo pudesse enxergar, a simplicidade que carrega todo o ser.
Como podemos nos tornar pessoas democratas?

Ganância e ambição, em qualquer situação...
Está gerando um caos na humanidade. Essa é a triste realidade.

Empresários pequenos com idéias pobres com seu mundo capitalista.
Políticos com suas ideologias para nos enganar, tirando proveito da sociedade para continuar no poder sugando até o último minuto.

O socialismo luta pelo o que é mais justo.
O capitalista vai para o lado de obter mais lucros, onde está a dignidade das autoridades ?
A justiça parece ser comprada, corrupções, lavagem de dinheiro.

Seres humanos criam e destroem ao mesmo tempo.
Os seres vivos ameaçados por falta de atenção com o meio ambiente.
Para onde irá esse mundo?

(Jairo Ricardo, Letras B 2009)
O Sonho Não Acabou



Em Brasília, surgiu um novo Eldorado. Trata-se de uma montanha que tem em suas entranhas muitas riquezas. Muitas famílias resolveram garimpar esse tesouro em busca de um futuro melhor. Lá não há disputa selvagem entre os trabalhadores, dada a abundância de resíduos a serem explorados.
O sol brilha com muita intensidade naquele local, ofuscando a visão das pessoas, o que às vezes dificulta o processo de coletar as riquezas ali expostas. Lá também existem algumas espécies de pássaros, que, apesar de não saberem cantar, disputam o mesmo espaço com os trabalhadores.
Essa montanha tem um aroma muito forte. As pessoas ficam inebriadas pelo contato permanente com esse cheiro. O fato que mais impressiona na montanha é que, quanto mais se escava, mais riquezas aparecem no local, afinal são muitas toneladas de resíduos despejados todos os dias no lixão da Estrutural.

(Íris Carlos, Letras B 2009)
Fatos

Um homem construiu um palácio em Minas Gerais no valor aproximado de cinqüenta milhões de reais, dinheiro esse que tem muitas suspeitas de serem provenientes de sonegação fiscal e desvio de recursos públicos.
Um homem construiu uma mansão em Brasília no valor aproximado de cinco milhões de reais. Existem fortes suspeitas de serem esses provenientes de negociatas realizadas no Senado Federal do Brasil.
Um homem pretende gastar mais de quarenta milhões de reais, para que uma escola de samba do Rio de Janeiro possa em 2010, desenvolver como tema do desfile de carnaval uma homenagem aos cinqüenta anos de Brasília.
Um homem, ex-sindicalista e Presidente da República, declara na imprensa, conclamando os trabalhadores a não se organizarem para reivindicar reajustes salariais neste ano. “Sei que quando há uma crise econômica e a empresa não está vendendo seus produtos, não há como a gente brigar. Portanto, mais do que fazer uma pauta de reivindicações pedindo aumento, temos que contribuir para que a empresa venda”. E depois de dizer esta marolinha ele sai a viajar pelo mundo como se fosse um Príncipe Regente.
Um homem e sua família trabalham no lixão da Estrutural e moram em um barraco de madeira próximo ao local de trabalho.
Um homem e sua família, todos desempregados, moram na expansão de Ceilândia Norte
e tiveram o seu barraco destruído pelas chuvas de março.
Um homem tem um tipo raro de câncer ósseo e sobrevive com um auxilio-doença pago pelo INSS no valor de um salário mínimo. Quatro crianças que tiveram por destino serem filhos dele, desenvolveram a mesma doença. O pai, preocupado com a situação das crianças, solicitou ao INSS a concessão do auxilio doença para elas, quando foi informado que não seria concedido a elas, pois o pai já recebia um beneficio.
Esses homens têm em comum o fato de pertencerem a espécie humana e morarem em um país onde as autoridades públicas vivem de costas para o povo.

(Íris Carlos, Letras B 2009)

terça-feira, 7 de abril de 2009

Diferenças

Por que é tão difícil falar sobre a sociedade?
Talvez por fazer parte dela e ainda assim não compreendê-la.

Como explicar tanta riqueza
E tanta pobreza
Tanto amor
E tanto desamor
Tantos sonhos
E tanta realidade?

Enquanto os supermercados estão cheios,
Também cheios estão os lixões

Enquanto uns caminham, correm, passeiam com seus cachorrinhos no fim da tarde, no parque da cidade
Outros correm nos lixões em meio aos cães, quando chegam os caminhões.

Uns em busca do corpo perfeito;
Outros em busca do alimento.

Nossa! Para que tanto discernimento,
Se nada em prol dos menores fazemos?


(SANTANA, Elenice Lara Lima, Letras A 2009)


Somos


Somos planta, somos raiz;
Somos fruto deste país.
Onde reina a injustiça, a maldade e a cobiça.

Ora vida,
Vida sofrida vai vida.

Onde tudo que se planta dá;
Mas nada devia vingar.
Pois vivemos com uma isca, dessa terra tão rica.

Essa terra, todo esse chão,
Em poder de uma só mão.
E o povo, todo povo?
Esse povo pra onde vão?

Ah!
Vamos plantar;
Vamos colher, opa! Mais pra quê?

Já não há nem pra;
Adianta fazer?


(SANTANA, Elenice Lara Lima, Letras A 2009)

Que País é esse?


Ando por toda parte, vejo a tristeza, dor e miséria em cada esquina. Em cada avenida, pode-se notar pelo menos cinco rostos insatisfeitos. A miséria e a fome formaram uma parceria.
Pessoas, seres humanos como nós, mas com apenas uma diferença: não agem como tal. Elas se contentam com os meus e os seus restos. O que para mim não tem utilidade alguma é o pão de cada dia para outra pessoa.
Podemos ir a lugares bonitos, como Paris e Veneza, mas, até mesmo no lugar considerado lindo, pode-se encontrar a fome fazendo margens. Ela vem a cada dia que passa desempenhando da melhor forma o seu trabalho. Batendo em portas, subindo em calçadas e até mesmo fazendo morada debaixo de pontes.
Não podemos fazer muito, mudar essa triste realidade não é fácil. Mas, se cada um se conscientizasse, não iríamos acabar com a fome a desigualdade. Porém, poderíamos amenizar a dor de muita gente. Pessoas que vivem sem esperança e sem uma expectativa de uma vida melhor.
Vidas vazias, sem conforto e sem metas. Realidade cruel, que infelizmente presenciamos no dia-a-dia. A esperança parece não mais sorrir, para quem tanto sofre.
(Francislaine e Sendy, Letras A 2009)
Quando foi que a podridão tornou-se degustável?
Não foram os restos da indignidade tua que fizeram cessar por um instante a fome do miserável?Pois o verme no alimento contido também serve de alimento.
Odor exalado. Odor provocado.
Separa-nos da igualdade o parâmetro social estabelecido. Por quem?
O noticiário redigido ameniza o frio no descanso momentâneo do corpo.
Descanso sem calma.
Descanso às vezes sem retorno.
O valor impresso em tamanho padronizado serve como troca de mercadoria.
Rasga-se então o papel. O que resta?
Vem o frio e vai-se embora a realização material.
O que ainda resta?
Um corpo substancial. Uma alma...


(Anne Rodriguês - Letras A 2009)

segunda-feira, 6 de abril de 2009

O que significa a Flor-de-lis, símbolo do curso de Letras?



Segundo o livro ilustrado dos Signos e Símbolos, de Miranda Bruce-Mitford, Luís XVII adotou a íris como seu emblema durante as Cruzadas e o nome evoluiu de "fleur-de-louis" para "fleur-de-lis" (flor-de-lis), representando com as três pétalas, a fé, a sabedoria e o valor.

domingo, 5 de abril de 2009

Gastei uma hora
pensando em um verso
que a pena não quer escrever.
No entanto ele está cá dentro
inquieto, vivo. Ele está cá dentro
e não quer sair.
Mas a poesia deste momento
inunda minha vida inteira.

(Carlos Drummond de Andrade)