quinta-feira, 16 de abril de 2009

Vida sofrida


Ó vida, vida sem vida,
Abundante tem sido meu sofrer,
Ns ruas a pedir ajuda,
Eis aí minha guarida,
Eis aí o meu viver.


Com minha prole nos braços,
Estou sempre a mendigar
Sem ter para onde ir,
Sem ter do que se alimentar.


A miséria tem sido minha sina,
A desgraça faz parte do meu viver,
A cada instante que passa,
Quero com meu filho nos braços morrer.


Debaixo dos viadutos,
Este é o meu lar,
Com gemidos de muito choro,
Todos as noites no frio estou meu filho a acalentar.


O desespero toma meu ser,
Quando minha criança começa a perguntar,
O que vamos vestir hoje mamãe?
E do que vamos nos alimentar?


Eu respondo com amor, sem medo de errar,
Acreditar um pouco na vida,
Acreditar que tudo vai mudar,
Um pouco de esperança nessa lida,
Devemos com fé esperar.



(Ágata, Gleicy, Karoliny, Noemia, Paula. Letras A 2009)

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