quinta-feira, 16 de abril de 2009



A necessidade de sermos conscientes

O núcleo do sistema capitalista é seguramente a manipulação de técnicas arrojadas de exploração. Os interesses comerciais, políticos e sociais degradam o ser humano, ao ponto de automatizá-lo.
A boa formação constrói indivíduos os constituindo de valores. A educação fundamental e média, em nosso país deveria ser formadora de opinião e crítica. As crianças menos favorecidas não vivenciam a instrução, como forma de lazer e progresso.
É óbvio que a ética esclarece nossas relações, apenas não as normatiza de forma concreta, temos códigos sociais e jurídicos que não estabelecem nosso caráter, por isso geramos uma sociedade extremamente individualista.
Atualmente a valorização da competitividade nos fez alheios, aos interesses comuns. É cada vez mais preocupante que um ser humano desigual faça parte de nossa comunidade. A exclusão social marginaliza os mais desestruturados e carentes, humilhando-os. A revolta de indivíduos infantis e ignorantes revela a corrupção moral e a violência.
O egoísmo do sistema capitalista é gerador de vaidade e desprezo pelo outro.
A diferença entre a marginalização e a miséria é tênue. Se por um lado temos a massa trabalhadora, temos a total insolvência do ser no sistema capitalista ao ponto de seres humanos se habituarem a existir através do lixo orgânico diretamente.
O ser humano é deficiente por não conhecer as normas básicas de boa saúde física e mental, há uma possibilidade de adequação ao ser humano se há compreensão de seu valor e potencialidade. O que nos difere de animais não é justamente o pensamento, a reação e a emoção.
A liberdade será, assim, uma conquista tangível e estaremos coibindo abusos, subserviência e maus tratos.


(MARIA EDUARDA ANTUNES, Letras B 2009)

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